Para os responsáveis e investidores no PCF (Prototype
Carbon Fund)
Prezados senhores(as),
Somos entidades, movimentos, deputados, vereadores, pastorais, igrejas
e cidadãos brasileiros dos estados de Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia e Rio
de Janeiro, preocupados com a contínua expansão da monocultura de eucalipto em
larga escala nos nossos estados, causando uma série de impactos negativos de
caráter social, econômico, ambiental e cultural para as comunidades locais, e
incentivando o lucro de poucos às custas da maioria do povo.
As empresas deste
setor como a Plantar S.A. se instalaram nos nossos estados nos anos 60 e 70, em
plena ditadura militar, se aproveitando de atrativos incentivos fiscais.
Infelizmente, as comunidades locais, alvos diretos das ações dessas empresas,
nunca foram consultadas se queriam ou não este tipo de projeto na sua região. O
resultado foi a expulsão dos índios Tupinikim e Guarani, de comunidades negras
tradicionais e de dezenas de milhares de agricultores das suas terras, aumentando
o desemprego e, consequentemente, o desespero dessas populações que ficaram sem
terra, sem a biodiversidade e sem a água,
das quais dependiam.
Ficamos surpresos e perplexos com a notícia de que a empresa Plantar
S.A., uma das empresas de destaque do setor de plantio de eucalipto no Brasil
com 280 mil hectares de terras, apresentou um projeto para o PCF, o fundo do
Banco Mundial que está iniciando o “mercado de carbono”. O objetivo da Plantar
é vender alguns tipos de créditos,
baseados no plantio de 23.100 hectares
de monoculturas de eucalipto na região de Curvelo em Minas Gerais. Estes
plantios se destinam para a produção de carvão vegetal utilizada na siderurgia
da própria Plantar. Segundo o projeto apresentado ao PCF, a empresa teria
direito a esses créditos pelo fato de que
o eucalipto plantado seqüestra CO2 da atmosfera a longo prazo, além de
que o uso de carvão vegetal como fonte de energia na siderurgia liberaria menos
CO2 que o uso de carvão mineral, hoje utilizado pela maioria das siderurgias no
mundo.
Acreditamos que o
“seqüestro” de carbono por plantações de árvores nunca garantirá um seqüestro a
longo prazo, já que mais cedo ou tarde o CO2 fixado será liberado para a
atmosfera, portanto o resultado do “balanço” será no máximo zero. Somente uma
vegetação natural permanentemente preservada, como a mata atlântica ou o
cerrado, podem garantir uma fixação de carbono a longo prazo. Além do mais,
somos de opinião que a Plantar não merece apresentar nenhum projeto de
“créditos de carbono”, antes que ela reverta os impactos negativos que suas
atividades têm causado ao longo do tempo de sua atuação. É nesse sentido que
queremos lembrar os senhores(as) os seguintes fatos:
-
As empresas que plantam eucalipto em Minas Gerais afirmam que suas
plantações de árvores diminuem a “pressão” sobre as vegetações nativas, no caso
a mata atlântica e o cerrado. No entanto, as mesmas empresas esquecem de
mencionar que para implementar as cerca de dois milhões de hectares de plantios
no Estado, muita mata atlântica e cerrado foram queimados, conforme afirmam as
comunidades que são vizinhas dos plantios e outros estudos realizados por
pesquisadores. Além do mais, o próprio
plantio de eucalipto não quer dizer que a queima da vegetação nativa acabou. Ao
contrário, segundo caminhoneiros que transportam carvão, as empresas de
siderurgia ainda usam cerca de 10-15% de carvão nativo; e isso é perfeitamente
possível pela total falta de fiscalização nas estradas por onde passam os
caminhões. Esses caminhoneiros foram entrevistados perto de Curvelo em outubro
de 2002 por pesquisadores que estavam avaliando a certificação FSC da Plantar a
pedido do Movimento Mundial pelas Florestas (World Rainforest Movement).
-
A maior parte das terras dessas empresas são devolutas, ou seja,
pertencem ao Estado. Isso significa que empresas, por lei, são proibidas de se
apropriarem dessas terras. Mesmo assim, com registros em cartório, muitas vezes
fraudulentos, e contratos de arrendamento, as empresas conseguiram adquirir
centenas de milhares de hectares dessas terras, prejudicando diretamente as
populações locais expulsas das suas terras.
Com a ocupação das áreas de cerrado, as empresas impediram o uso
coletivo tradicional desta vegetação pelas comunidades locais, dificultando a
subsistência dessas pessoas, que se baseava na biodiversidade imensa do
cerrado.
-
A região de Curvelo, onde a Plantar pretende instalar seu projeto de
“seqüestro” de carbono, é uma região de cerrado. Os impactos ambientais do
plantio de eucalipto nesta região têm sido desastrosos. Rios secaram, eucalipto
foi plantado em cima de nascentes, áreas legais de preservação permanente foram
desrespeitadas. O eucalipto de curto ciclo não permite que alguma planta ou
animal viva nele, não tendo portanto nenhuma biodiversidade. O uso de agrotóxicos
tem causado a morte da fauna local. Numa visita às comunidades locais na
região, estes impactos podem ser verificados “in loco”. Uma reclamação atual é
a construção do novo viveiro da Plantar em 2000, sobre o qual nenhum morador local foi consultado. O projeto,
perto de Curvelo, desviou uma estrada tradicional existente, utilizada pelas
comunidades locais, que hoje enfrentam um desvio de cerca de 5 km.
-
A Plantar, como outras empresa do ramo, não dispõe de um Estudo e
Relatório de Impactos Ambientais (EIA/RIMA) das suas atividades, um
requerimento legal no Brasil para qualquer empreendimento causador de
potenciais impactos ambientais. Isso indica um tratamento “especial” que a
empresa recebe por parte das autoridades. Se este estudo e relatório tivessem
sido feitos e de forma séria, poderiam mostrar os graves impactos negativos do
plantio de eucalipto em larga escala e da produção de carvão sobre os meios
ambiental, social, econômico e cultural.
-
As condições de trabalho nas áreas da Plantar são extremamente
precárias. É por isso que recentemente, em março deste ano, a empresa foi mais
uma vez autuada pela Delegacia Regional de Trabalho (DRT), juntamente com 41
outras empresas em Minas Gerais, por descumprirem a legislação trabalhista
brasileira. A empresa também foi citada por estar praticando a terceirização
ilegal e degradante do trabalho numa Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na
Assembléia Legislativa de Minas Gerais que recentemente, em julho de 2002,
concluiu seu relatório final. Em função disso, a empresa, processado pelo
Ministério Público Federal de Trabalho por terceirização ilegal, foi forçada a assinar um “termo de ajuste de
conduto”, revertendo os impactos causados pela terceirização: trabalho
precário, infantil e degradante e inclusive a “quarterização” do trabalho.
-
No início do seu funcionamento, empresas como a Plantar ainda gerava
bastante emprego. Porém, a ocupação de áreas de cerrado contribuiu em muito
para uma crise na economia local que se baseava nos produtos dessa vegetação
nativa. Em Curvelo, várias fábricas de produtos alimentícios fecharam por falta
de matéria prima, aumentando o desemprego. Ao mesmo tempo, a crescente demissão
provocada pelas empresas como Planta,r a partir dos anos 80, resultou na atual
crise de desemprego. O mais gritante é que a Plantar não faz nada para seus
ex-empregados, muitas vezes acidentados e sofrendo de problemas de saúde ou até
já falecidos por causa das péssimas condições de trabalho que envolvem a
produção de carvão vegetal e o corte de eucalipto. Vale ressaltar que o plantio
de eucalipto cria menos postos de trabalho, se comparado com outras atividades
agrícolas, como o plantio de alimentos e a criação de gado em áreas de
pastagens.
-
A certificação FSC (Forest Stewardship Council) da empresa, concedida
em 1998 pela certificadora SCS, atinge somente 4,8% de todas as terras da
empresa e não garante o “bom manejo florestal”. Um estudo recente citado acima
do Movimento Mundial pelas Florestas, realizado na região de Curvelo, mostra
sérios erros da certificadora SCS e várias evidências, algumas inclusive
citadas nesta carta, que inviabilizariam a certificação. Um dos pontos mais
graves é que nenhuma representação dos trabalhadores, nem das comunidades
locais, foi consultada. Também os processos e investigações que a empresa sofre
do Ministério Público Federal de Trabalho e da Assembléia Legislativa de Minas
Gerais passaram “despercebidos” aos olhos da certificadora.
Nosso interesse é
a promoção de atividades econômicas que respeitem os interesses das comunidades
e da natureza locais, em todos os seus aspectos fundamentais. Somos contra
projetos que representam o contrário. Ressaltamos que os senhores(as) devem
conhecer a realidade local antes de decidir sobre o investimento num
determinado projeto de MDL (Mecanismo de Desenvolvimento Limpo). Queremos
ressaltar que tudo que afirmamos neste documento se baseia em visitas a
comunidades que vivem no entorno das plantações da Plantar, quando foi
percebida a situação dramática vivida por elas, Além disso, nossas afirmações
se baseiam em conversas com o Ministério Público Federal de Trabalho, com
trabalhadores e ex-trabalhadores da empresas, com deputados e sindicalistas da
região de atuação da empresa.
O fato que o eucalipto
absorve CO2 para seu crescimento é uma verdade sim, porém nunca pode ser
utilizada para justificar danos ambientais, sociais, econômicos e culturais nos
locais onde o modelo de plantações de monoculturas em larga escala têm sido
implementados em nosso país. Além disso, o argumento de que produzir aço com a
energia de carvão vegetal seria menos
mal para o meio ambiente do que utilizando carvão mineral, considerando a
liberação de CO2, é para nós, uma estratégia sinistra, uma previsão do “fim do
mundo”, se olharmos a realidade local.
Acreditamos que o que realmente é preciso é buscar outras tecnologias
que não poluam o meio ambiente, não levem a condições de trabalho precários,
gerem emprego e não prejudiquem as comunidades locais. Não podemos aceitar de
jeito nenhum o argumento de uma atividade ser menos prejudicial que outra, para
justificar os graves impactos que a Plantar e suas atividades causam. O que
queremos é exatamente evitar os prejuízos e construir uma sociedade com uma
política econômica que inclua todos e todas, preservando e recuperando o meio
ambiente, essencial para a sobrevivência e consequentemente o futuro das
comunidades locais.
Ressaltamos que
este projeto não é “desenvolvimento limpo” e encorajamos os senhores(as) a não
investirem nele.
Atenciosamente,
1.
AGB – Assoc. dos Geógrafos Brasileiros – Seção Vitória (ES) Association
of Brazilian Geographers – Dpt. Vitória -Espírito Santo
2.
Andréa Zhouri - Gesta/UFMG – Professor
Federal University of Minas Gerais
3.
Ana Rita Esgário – Vereadora de Vila Velha – PT/ES – city-councillor of Vila Velha – Workers
Party - Espírito Santo
4.
Apedema (Assemb. Permanente de Ent.
de Defesa do M.Ambiente-RJ) Permanent Assembly of Environmental Defence
Organizations of the State of Rio de Janeiro
5.
Associação Padre Gabriel Maire em Defesa da Vida Association Father Gabriel Maire in Defence
of Life – Espírito Santo
6.
Bicuda Ecológica/ Environmental
organization - Rio de Janeiro
7. Casa da Pastoral
Comunitária de Montes Claros – Minas Gerais – Community Church social service Centre – Montes Claros – Minas Gerais.
8. Centro de Defesa
dos Direitos Humanos da Serra Centre of Defence of Human Rights – Serra -
Espírito Santo
9. Centro de Defesa
dos Direitos Humanos de Baixo Guandu Centre of Defence of Human Rights --Baixo
Guandu - Espirito Santo
10. Centro de Defesa
dos Direitos Humanos de S. Gabriel da Palha
Centre of Defence of Human Rights
- São Gabriel da Palha - Espírito Santo
11. Centro de Defesa
dos Direitos Humanos do Extremo Sul da BA
Centre of Defence of Human Rights
- Extreme South of Bahia
12. CEPEDES – Centro
de Pesq. p/ Desenv. do Extremo Sul da BA
Research and Development Centre of
the Extreme South of Bahia
13. CIMI Equipe ES –
Conselho Indigenista Missionário Indigenist Missionary Council – Espírito
Santo
14. Cláudio Vereza –
Deputado Estadual – PT/ES State Member of Parliament – Workers Party –
Espírito Santo
15. COMIN - Conselho de Missão entre Índios Mission
Council among Indigenous Peoples
16. COOPICAR –
Cooperativa das Famílias Carvoeiras do Norte do ES Cooperation of Charcoalworkers Families in the North of Espirito Santo
17.
CPT São Mateus – Comissão Pastoral da Terra Pastoral Land Commission
of São Mateus – Espirito Santo
18. CPT – Comissão Pastoral
da Terra – Estado de Minas Gerais – Pastoral
Land Commission of the state of Minas Gerais.
19. CPT – Comissão Pastoral
da Terra – Norte de Minas Gerais – Pastoral
Land Commission of the North of Minas Gerais.
20. CUT Extremo Sul
Bahia Central Workers Union – Extreme South of Bahia
21. CUT/ES – Central
Única dos Trabalhadores Central Workers Union – Espírito Santo
22. Dauri Tamanhão –
Vereador de S. Gabriel da Palha – PT/ES
city-councillor of São Gabriel da
Palha – Workers Party – Espirito Santo
23. Espaço Cultural da
Paz – Teixeira de Freitas Cultaral Peace Centre – Teixeira de Freitas
- Bahia
24. FAMMOPOCI – Fed das
Assoc de Mor e Mov Pop de C. de Itapemirim
Federation of Peoples Associations
and Social Movements of Cachoeiro de Itapemirim – Espírito Santo
25. FAMOPES – Fed das
Assoc de Moradores e Mov Populares do ES
Federation of Peoples Associations
and Social Movements of the state of Espírito Santo
26. FASE/ES – Fed. de
Órgãos p/Assistência Social e Educacional
Federations of social and
educational organizations/Espírito Santo
27. Federação Sindical e Democrática dos Trabalhadores nas Indústrias
Metalúrgicas , Mecânicas e de Material Elétrico de Minas Gerais (veja abaixo see above )Trade Unions and
Democratic Federation of Workers in the Steel, Mecanic and Eletric Materials
Industries of Minas Gerais.
28. Fórum de Lutas do Campo e da Cidade – Forum of Struggles of Rural and Urban Areas – Espirito Santo
29. Fórum de Mulheres
do Espírito Santo – Women´s Forum of
Espirito Santo
30.
Helder Gomes, mestre em economia pela UFES. – M.A. in economics – Espírito Santo
31. GAE-Grupo de Ação
Ecológica – Group of Ecological Action –
Rio de Janeiro
32.
Igreja de Confissão Luterana /Brasil (Sínodo do Espírito Santo a Belém)
– Lutherian Church- Synod of Espirito
Santo at Belém/ Brazil
33. Jean Pierre Leroy
- Projeto Brasil Sustentável e
Democrático – Project for a Sustainable
and Democratic Brazil – Rio de Janeiro
34. João Batista da
Silva - Bicuda Ecológica/APEDEMA – Environmental
organization in Rio de Janeiro
35.
João José Barbosa Sana - Diretor SEEB/ES-CUT-– Director of the Trade Union of Bank clerks of Espirito Santo.
36. João Passos –
Vereador de Montanha – PT/ES – Town
Councillor of Montanha – Workers Party – Espírito Santo
37. Maria Diana de
Oliveira – Associação dos Geógrafos do Brasil – Minas Gerais – Brazilian Association of Geographers – Minas
Gerais
38. Missionários
Combonianos (Carapina/Serra/ES) – Combonian
Missionaries – Carapina/Serra – Espírito Santo
39. Movimento Nacional
de Direitos Humanos/Regional Leste I – National
Movement for Human Rights/Eastern Region I – Espirito Santo
40. Movimento Nacional
de Meninas e Meninos de Rua – National
Movement of Street Children – Espírito Santo
41. MPA – Mov dos Peq
Agricultores de S.Gabriel da Palha – V. Valério/ES – Movement of Peasants – São Gabriel da Palha and Vila Valério – Espírito
Santo
42. MST – Movimento
dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – Movement
of Landless Peasants – Espirito Santo/Rio de Janeiro
43. OJAB – Organização
da Juventude Negra – Nação Zumbi – Organization
of Afrobrazilian Youth – Zumbi Nation – Espírito Santo
44.
Organização Afro-Cultural Benedito Meia Légua – Conceição da Barra – Afrocultural Organization Benedito Meia
Légua – Conceição da Barra – Espírito Santo
45. Pastoral Social de
Braço do Rio – Social Pastoral Work –
Braço do Rio – Espírito Santo
46.
Paulo César Scarim – Geógrafo – Geographer
– Espírito Santo
47. Pedro Ivo Batista
- Presidente do Instituto Terrazul – President
of the environmental institute Terrazul – Rio de Janeiro
48. Sandra Mara Nunes
– Vereadora de Linhares – PT/ES – city-councillor
of Linhares – Workers Party – Espírito Santo
49. Sebastião Ribeiro
– Advogado especializado em Direito Ambiental – environamental lawyer – Espírito Santo
50.
Sindicato dos Trabalhadores nas
Empresas de Asseio e Conservação, Turismo e Hospitalidade do Norte de Minas
Gerais – Trade Union of the Workers in
Cleaning and Tourism companies of the North of Minas Gerais.
51.
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Linhares – Rural Workers Trade Union of Linhares – Espírito Santo
51.
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Montanha – Rural Workers Trade Union of Montanha – Espírito Santo
52.
Sindicato dos Trabalhadores Rurais de São Gabriel da Palha – Rural Workers Trade Union of São Gabriel da
Palha – Espírito Santo
53. Sindicato dos
Trabalhadores Rurais de São Mateus – Rural
Workers Trade Union of São Mateus – Espírito Santo.
Esta Federação conta com os
Sindicatos Filiados abaixo relacionados: This
Federation counts the following member trade unions:
-
Sindicatos Metalúrgicos Araxá,
-
Sindicatos Metalúrgicos;
-
Alfenas,Sindicatos Metalúrgicos BH/Contagem;
-
Sindicatos Metalúrgicos Betim;
-
Sindicatos Metalúrgicos Cambuí;
-
Sindicatos Metalúrgicos Divinópolis;
-
Sindicatos Metalúrgicos Extrema;
-
Sindicatos Metalúrgicos Governador Valadares;
-
Sindicatos Metalúrgicos Itajubá;
-
Sindicatos Metalúrgicos Paraisopolis;
-
Sindicatos Metalúrgicos Itaúna;
-
Sindicatos Metalúrgicos João Monlevade;
-
Sindicatos Metalúrgicos Juiz de Fora;
-
Sindicatos Metalúrgicos Lavras;
-
Sindicatos Metalúrgicos Matozinhos;
-
Sindicatos Metalúrgicos Ouro Preto;
-
Sindicatos Metalúrgicos Patos de Minas;
-
Sindicatos Metalúrgicos Pirapora;
-
Sindicatos Metalúrgicos Pouso Alegre;
-
Sindicatos Metalúrgicos Raul Soares;
-
Sindicatos Metalúrgicos Sabará;
-
Sindicatos Metalúrgicos Santa Luzia;
-
Sindicatos Metalúrgicos São João Del Rei;
-
Sindicatos Metalúrgicos Timoteo;
-
Sindicatos Metalúrgicos Três Marias;
-
Sindicatos Metalúrgicos Uberlândia/Araguari;
-
Sindicatos Metalúrgicos Várzea da Palma;
-
Sindicatos Metalúrgicos Varginha;
- Sindicatos Metalúrgicos Vespasiano.